terça-feira, 16 de outubro de 2012

Projeto Profissão Catador: Relatos de experiência

 
Há mais de quinze anos, Maria Etelvinada Rosa Perúcio vive da renda obtida com a coleta do lixo. Até a formaçã do grupo, fazia esse trabalho separadamente, saindo de casa todos os dias bem cedo para recolher material. O grande problema é que ganhava pouco, pois tinha dificuldades para encontrar compradores. "Vendia para os picaretas". Hoje, Maria Etelvina diz que o trabalho na Associação - localizada no bairro Acelino Flores - é bem mais tranquilo e, principalmente oferece segurança para ela e a família. Em 22 dias, conta ela, já chegou a ganhar R$ 950,00 mas, enfatiza, 'é preciso trabalhar muito'.
Leonilda Lima Lopes, 56 anos, trabalhou como doméstica desde os 11 anos de idade, até ficar doente e precisar se ausentar. Quando voltou, não encontrou mais colocação no mercado. Há 1 mês está na Associação e garante que está valendo a pena. "Estou perto de casa e o primeiro pagamento foi suficiente para pagar as contas". Maria Isabel Antunes dos Santos também é nova na atividade. Até dois meses trabalhava fazendo faxina. Hoje ela e a filha estão na Associação. Bem felizes. "O trabalho é pesado, mas trabalhamos em turno, determinados dias da semana, e o dinheiro é bom", resume Maria Isabel.
Papel, papelão, latinhas de alumínio e plásticos são os materiais mais coletados pelo grupo de trabalhadores.
 
Fonte: Jornal Diário Serrano - 07 outubro de 2012

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