quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Reciclagem de papel de forma artesanal

O papel artesanal constitui, indubitavelmente, um elo de ligação entre a arte e a natureza. Ele promove o uso das mãos, reutiliza o lixo ecológico e industrial. Está portanto, perfeitamente inseridos na realidade atual em termos de cultura, realização artística, arte-educação, recursos econômicos, terapia ocupacional e mais uma grande série de benefícios que podem proporcionar à sociedade de baixa renda.
A técnica de produção de papel artesanal foi inventada pelo chinês T’sai Lun no ano 105 d.C.. Introduzida no Brasil, demonstrou ser uma técnica simples, de baixo custo, acessível a todas as camadas sociais e a todas as idades, com aplicações muito variadas, desde a produção de um cartão postal ou um envelope até a de obras de arte.
 

 
 Processo e produção de papel a partir da reciclagem
O papel obtido por este processo está prolongado a vida de papéis que seriam descartados, o que é interessante do ponto de vista ecológico. Reciclando esses papéis, usando ou não, eles se transformam num novo papel, com outra roupagem.
Em poucas palavras, esse processo consiste em desfazer esses papéis, em liquidificador doméstico, soltando fibrilas e separando-as umas das outras, produzindo uma polpa de fibrilas, que serão depois novamente reunidas e com as quais é feito novas folhas de papel. A reunião das fibrilas é facilitada pela cola existente em todo papel  industrializado, não necessitando novo encolamento, a não ser excepcionalmente.
 
O papel resultante é semelhante ao que se reciclou e tem as mesmas características. Pode-se eventualmente melhorá-lo acrescentando fibras de melhor qualidade ou mesmo fibras naturais. Ao preparar a polpa podemos usar a nossa criatividade pois as possibilidades são infinitas, levando em consideração o resultado pretendido e a finalidade do papel a ser produzido.
Papéis impressos ou de revistas não são recomendáveis pela tinta que contêm, sendo preferíveis os não impressos, mas ocasionalmente também poderão ser usados.
 
 Texturas
Pode-se obter superfícies texturizadas, no papel, usando a base com texturas bem pronunciadas. Há uma infinidade de maneiras de incluir raminhos de plantas, flores, recortes de papel, fotografias, e muitos outros. Pode-se colocar harmoniosamente sobre a folha de papel para que não se soltem e passem a constituir parte integrante do papel, sem dar a impressão de estarem apenas colados. O efeito obtido sugere muita espontaneidade e naturalidade. Com folhas secas, cujas nervuras sejam bem salientes, pode-se marcar o papel ainda molhado, conseguindo efeitos bonitos, também pode-se incluir,  flores secas ou penas de aves.
 
Solte sua imaginação, crie asas de papel e voe por este mundo mágico até o infinito.
 

 

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