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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Encontro discutirá a criação da cadeia binacional do PET em Cruz Alta



Nesta quarta feira (18) será realizado o encontro de economia solidária, na Universidade de Cruz Alta com o objetivo de discutir a criação do Pólo Regional da Cadeia Solidária Binacional do PET na cidade de Cruz Alta. No encontro estarão presentes autoridades representando os municípios que serão beneficiados além da presença de Nelsa Farian Nespolo, Diretora do Departamento da Economia Solidária, da Secretaria da Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa.

Entenda a Cadeia Solidária Binacional do PET.

As garrafas PET, utilizadas principalmente por indústrias de refrigerantes e sucos movimentam um mercado de 9 bilhões de unidades/ano. Desta quantidade 53% não está sendo reaproveitadas, o que representa 4,7 bilhões de unidades por ano desperdiçadas na natureza. 

Este grave problema ambiental fez surgir uma nova categoria, os catadores, que hoje são mais de 1 milhão em todo território nacional. No Rio Grande do Sul existem mais de 135 cooperativas e associações, 200 empreendimentos, 9 mil trabalhadores diretos e 45 mil trabalhadores indiretos recolhendo mais de mil toneladas de garrafas PET por mês. 

Para beneficiar essas famílias foi criada a cadeia binacional do PET, que tem como impulsor o Governo do Estado do RS, através da Secretaria da Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa. Esta cadeia solidária une dois países, Brasil e Uruguay e se desenvolve em 6 fases. 

1ª Fase: As garrafas PET são coletadas, recicladas e prensadas através das cooperativas e associações de catadores do município. Hoje o valor do Kg do PET varia entre R$ 0,80 e R$ 1,10. 



2ª Fase: Transformar o PET em flake, em centrais que serão instaladas nas cidades escolhidas. A máquina que fará o trabalho tem capacidade para 850 Kg/h, sendo necessário 2 pessoas para operá-la e de 4 a 6 pessoas para selecionar o material. 



3ª Fase: Transformação do flake em fibra sintética, que será feita pela Coopima, na cidade de San José no Uruguay, onde serão produzidos mil toneladas por mês. Para produzir 1Kg de fibra é necessário 1,480Kg de flake, e o valor comercial do Kg da fibra é de R$ 3,45 podendo chegar a R$ 19 no comércio. 



4ª Fase: A fibra vai do Uruguay para Minas Gerais, onde a Coopertêxtil fará o processo de fiação e tecelagem, transformando a fibra em tecido. 

5ª Fase: Será desenvolvida por cooperativas de costureiras do Rio Grande do Sul que confeccionaram roupas, calçados, sacolas, produtos de cama e mesa, entre outros. 

6ª Fase: O complemento são as campanhas de conscientização da comunidade e das empresas. 

A instalação do Pólo em Cruz Alta atenderia cidades como Ijuí, Passo Fundo e Santa Maria. A instalações se concretizaria da seguinte forma, o Governo do estado forneceria a máquina para a produção do flake, um caminhão, recursos para formação e capacitação dos profissionais e capital de giro e a prefeitura municipal doaria o local, ou seja um pavilhão para a instalação do pólo. 
No encontro estiveram presentes a Coordenadora do Projeto Profissão Catador, Enedina Teixeira, a Analista Financeira do Projeto Ana Lúcia Pinheiro, o Secretário do Corede Alto Jacuí, José Carlos Severo e a representante da SEPLAN, Josiane Pillar. Na volta, a equipe mostrou-se otimista com a possibilidade da instalação do pólo em Cruz Alta o que beneficiaria a economia juntamente com a questão sócio-ambiental de Cruz Alta e Região.


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