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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ao transformar chinelos em brinquedos, ONG tira 400 toneladas de lixo do mar

 
Talvez você não saiba, mas chinelos são um dos maiores poluidores dos mares (quem nunca foi pra praia e esqueceu um par por lá?). Hoje em dia, há uma gigante ilha de plástico flutuando no Oceano Pacífico devido ao descarte indevido de lixo nos oceanos. Se for pensar que um pedaço de plástico demora em média 100 anos pra se decompor, dá pra entender como isso aconteceu.
No entanto, um pessoal no Quênia está colocando a mão na massa pra ajudar a reverter esse quadro – é a ONG Ocean Sole, que emprega cerca de 100 pessoas e que já conseguiu retirar mais de 400 toneladas de lixo do oceano. Eles focam principalmente em resgatar chinelos perdidos, que viram brinquedos e peças de decoração lindas. Veja algumas delas:









  No vídeo abaixo, Charles Moore fala sobre o problema dos plásticos no oceano em uma palestra do TED:


O Capitão Charles Moore da Fundação de Pesquisas Marinhas Algalita foi o primeiro a descobrir a Grande Mancha de Lixo do Pacífico - um enorme acúmulo flutuante de detritos plásticos. Agora ele alerta sobre o crescente e sufocante problema dos resíduos plásticos nos nossos mares.  


Fonte: http://www.hypeness.com.br

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Catadores de materiais recicláveis criam labirinto em ação de conscientização

Catadores de materiais recicláveis de Campo Grande de quatro cooperativas e uma associação montaram um labirinto com materiais recicláveis na Praça Ary Coelho. O objetivo é conscientizar as pessoas da importância da reciclagem. A ação conta com apoio da prefeitura que disponibilizou ainda distribuição gratuita de mudas do viveiro municipal.
De acordo com o presidente da Coopermaras (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis dos Aterros Sanitários), Daniel Arguello Obilar a iniciativa foi uma forma de chamar a atenção da população para o problema do lixo e conscientizar sobre a importância da reciclagem.
Ao entrar no labirinto de materiais recicláveis, o visitante vê de perto o lixo coletado que muitas vezes é descartado de forma incorreta. “Muitos desses materiais a gente retirou de bueiros pro exemplo”, explica o vice-presidente da Copernova, Sebastião Ferreira.
Cartazes colados pelos becos, fazem o passeio pelo labirinto sem ainda mais instrutivo. Mensagens como ‘Tome um banho mais curto. A cada 2 minutos a menos você economiza 40 litros d’água’, estão pelo percurso. 
Sebastião explica que muitos do produtos que eles catam não tem preço para venda, mas que o serviço dos catadores é muito mais que renda. “Jornal, pneu, saco de cimento, essas coisas não tem preço, mas retirando elas do meio ambiente a gente evita enchentes e pode ate estar salvando uma vida sem saber”, declarou.
A empregada doméstica, Roseli Avalhaes, 46, que acabava de sair do labirinto achou a ideia fantástica. “É muito boa a ideia, fantástica. Eu até separo meu lixo, mas como não tem quem recolha ele acaba indo pro aterro e se misturando de novo”, pontuou. 
O secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Odimar Luis Marcon, esteve na praça e segundo ele, o labirinto ecológico tem como objetivo, além de conscientizar pela preservação do meio ambiente, mostrar para onde vai o lixo.
“Coleta seletiva é cidade bonita e preservação ambiental. Também uma oportunidade de as pessoas verem que é nobre tirar o lixo do chão, vergonha é jogá-lo de forma inadequada”, ressaltou.
Questionado sobre as ações para incentivar a população a separar o lixo, Marcon explicou que essa é uma das atribuições da Solurb – concessionária da coleta de lixo – mas que há planejamento sobre o assunto.
No local ainda estavam sendo distribuídas mudas de plantas frutíferas acerola e pitanga.
 
 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Embalagens revestidas de alumínio viram instrumentos musicais

 
No universo das embalagens, as laminadas por dentro são um grande desafio para a reciclagem. Pensando nisso, a WiseWaste - empresa de desenvolvimento tecnológico especializada em reciclar todos os tipos de materiais -, desenvolveu um processo sustentável nunca usado em grande escala no mercado: tornar embalagens laminadas com alumínio em uma resina capaz de ser processada novamente e transformada em objetos, como instrumentos musicais e displays de pontos de venda, por exemplo.
O processo será utilizado pela primeira vez no “Reciclar é Show”, projeto nacional de reciclagem e música da marca de refrescos em pó Tang, que estimulará mais de cinquenta mil crianças a arrecadarem este tipo de material e transformá-lo em instrumentos musicais.
A técnica desenvolvida para a fabricação da resina foi viabilizada em pouco mais de quatro meses entre pesquisas e testes e buscou desde o princípio alcançar a Economia Circular, ou seja, ajudar na extensão da vida útil de um material e evitar que recursos não renováveis sejam extraídos da natureza. Com a nova solução para a categoria de embalagem, materiais deste tipo se tornam mais interessantes para as cooperativas participantes do projeto piloto.
O primeiro desafio enfrentado pela WiseWaste foi descobrir no que seria viável transformar estas embalagens, que geralmente contam com três camadas diferentes e incompatíveis: PET (polyester), AL (folha de alumínio) e PE (polietileno). “Do teste de reciclagem desses materiais, o resultado foi uma resina plástica capaz de ser processada novamente e transformada em um instrumento de percussão, por exemplo”, dizem os fundadores da WiseWaste Guilherme Brammer e Francisco Sousa. “O segundo desafio foi fazer com que a resina que criamos fosse não só aprovada pelas principais empresas especializadas em produzir instrumentos musicais, como a Contemporânea e Flautas Presley, mas também que as companhias a utilizassem em seus instrumentos profissionais, o que cumprimos com êxito”, diz a WiseWaste.
 
 
 

Dia Nacional de Luta dos Catadores de materiais recicláveis

 
Dia 07 de junho é o Dia Nacional de luta dos catadores de materiais recicláveis, mas reconhecemos que a luta é diária.
Aos catadores, nosso reconhecimento pela garra de todos vocês - traduzida no protagonismo cidadão e na atuação ativa e propositiva de cuidado com o planeta!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Benefícios da Coleta Seletiva e reciclagem


A coleta seletiva é uma prática que vem sendo cada vez mais difundida entre as nações. O Brasil tem feito um esforço para se adequar a reciclagem. Apesar disso, apenas cerca de 10% das cidades brasileiras já aderiram à prática.
Estudos do IBGE indicam que somente 22 milhões dos brasileiros têm acesso aos programas municipais de coleta seletiva, o que representa apenas 18% da população local.
Apesar da maioria da população não ter acesso à coleta seletiva em seu município, alguns materiais têm uma porcentagem grande de reciclagem, como é o caso das latas de alumínio, em que 90% do total produzido é reciclado, o que muito se deve aos catadores que vendem este resíduo para cooperativas e indústrias, aumentando a sua renda. Porém, outros produtos têm uma média de reciclagem de apenas 50%, justamente pela falta de coleta seletiva.
Vale ressaltar que a forma como o descarte dos resíduos sólidos é realizado influência no processo da reciclagem. Dependendo do método utilizado, fica difícil de reciclar o material. A separação dos resíduos nos lares é uma forma simples que já garante bons resultados. É essencial separar os materiais secos (plásticos, vidros, papelão, etc.) dos úmidos (orgânicos, como resto de comida).
O lixo reciclado no Brasil aumenta ano a ano, hoje, estima-se que 15% dos resíduos gerados nas cidades são reciclados. O setor movimenta uma média de R$ 12 bilhões por ano, porém o país perde cerca de R$ 8 bilhões por não reciclar alguns materiais, que são direcionados aos aterros e lixões das cidades.
Há diversos benefícios da coleta seletiva e da reciclagem, como a preservação do meio ambiente, das florestas e da água, reduzindo a extração dos recursos naturais. Além da menor poluição do solo, da água e do ar, melhora a limpeza da cidade e até a prevenção de enchentes.
Como benefícios econômicos, podemos citar a diminuição de desperdícios, menos custos com produção, menor gasto com limpeza urbana, além de geração de empregos e renda por meio da reciclagem.
Apesar de a reciclagem ser cada vez mais difundida, é necessário um trabalho amplo de divulgação e implantação de novos projetos e um comprometimento de toda a população. O mundo está cada vez mais preocupado em adotar atitudes sustentáveis e a reciclagem é uma ótima solução para alguns dos problemas atuais.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Diga não à incineração do lixo - Impactos na saúde pública e no meio ambiente

 
A incineração de resíduos produz dois tipos de matérias residuais: os gazes e as cinzas/escórias.

Como a queima de qualquer produto – como o cigarro por exemplo – a incineração libera diversos gases ligados à combustão e a transformação do carbono, altamente tóxicos em sua grande maioria. Dentre os gases liberados pela incineração existem gases ácidos (dióxido de enxofre (SO²), ácido clorídrico e ácido fluorídrico (fluoreto hidrogénio) (HCl e HF), óxidos de azoto (NOx), monóxido de carbono (CO), vapor de água e dióxido de carbono (CO²) além de outros gases do efeito estufa (GEE) e muitos metais chamados “metais pesados” (cádmio, tálio, chumbo, mercúrio, etc.), e um grande número de substâncias cancerígenas e tóxicas para a reprodução da vida, como as dioxinas, furanos, hidrocarbonetos.
 No filtro de um cigarro são encontradas entre 2000 e 3000 substâncias quimicas, e apesar desse filtro, o cigarro deixa de fazer mal à saude humana. Com os incineradores acontece a mesma coisa. Apesar de toda tecnologia empregada nos filtros das chaminés, não é possivel reduzir à niveis seguros a emissão desses gases, e em especial a dioxina.
 A dioxina é um tipo de gas extremamente dificil de ser filtrado, ela inevitavelmente escapa ao ambiente externo da incineração. Mas ela é ao mesmo tempo, um dos gases mais tóxicos para saúde humana, ligado por exemplo ao aumento de fetos natimortos por anencefalia. Além disso, a dioxina é um elemento altamente cancerúgeno e prejudicial à vida, seja ela humana ou de outros seres vivos. Assim, a incineração de resíduos coloca em risco a saúde nao apenas daqueles que trabalham na planta das usinas, como toda a sociedade no entorno, sem um limite seguro de distância, já que o vento e a poeira transportam a dioxina para cada vez mais longe com o passar do tempo.
Por sua vez, as cinzas residuais da incineração não são menos toxicas. O volume do lixo incinerado é reduzido em média em 75% do volume inicial. Isso quer dizer que sobram ainda 25% da massa inicial. Entretanto, essa escoria residual é altamente química e poluente para o meio ambiente. Ali encontram-se metais pesados misturados à toda sorte de produtos químicos oriundos da incineração (tais como os citados anteriormente). Essa cinza é muito química para ser descartada em aterros sanitários, comprometendo a saúde daqueles que moram próximo mas também a fauna e as águas do subsolo (os lençóis freáticos).

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Professor de Instiruição Argentina visita o Projeto Profissão Catador




No último 09 de maio, o Projeto Profissão Catador recebeu a visita do professor Juan Carlos Godoy, da Fundacion para elDesarrollo Humano y el Ambiente, localizada em Posadas, na Argentina.  A visita teve como objetivo, conhecer o projeto de extensão e o trabalho deste grupo de trabalhadores .
A visita se deu em 2 momentos, onde o primeiro ocorreu na parte de manhã, onde a coordenadora do projeto, professora Isadora, descreveu a trajetória do projeto desde o seu início, até tomar a proporção que alcançou atualmente.
À tarde, o professor Juan Carlos, seguiu acompanhado da assistente social Lidia e da monitora Tamara para uma visita às duas associações de catadores existentes no munícipio.

A visitação iniciou na associação do bairro dos Funcionários – ACCA, onde a presidente, a catadora Maria Amélia, demonstrou o método de trabalho, a forma de separação dos recicláveis e os tipos de materiais que são comercializados. O professor Juan Carlos, ficou impressionado com a variedade de classificações de plásticos e papéis que devem ser prensados separadamente, e após, foi feita a demonstração do método de produção de fardos no maquinário da associação.

 Maria Amélia, relatou ao professor que a diferenciação desses materiais foi ensinada a eles através de capacitações realizadas pelo Projeto Profissão Catador e visitas aos grandes compradores de recicláveis e com isso os catadores conseguiram aumentar a qualidade e o valor da produção.

As catadoras demonstraram bastante disposição em falar sobre esta profissão da qual se orgulham. 


Após, o professor Juan Carlos, conheceu a associação do bairro Acelino Flores – ARCA, onde o foco da visitafoi o método de separação dos materiais, que é feito nas mesas de triagem e em quais produtos as matérias-primas irão resultar após o processamento.  A catadora Dirce, que também é artesã, demonstrou as suas criações a partir de recicláveis, como os copos de garrafa longneck, chapéus de caixas longa-vida, entre outros, os quais ela também comercializa.



Os catadores associados gostaram da experiência de poder compartilhar os seus conhecimentos em seu próprio local de trabalho.