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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cinco Maneiras de Reaproveitar o que Viraria Lixo

AROMATIZANTE DE AMBIENTE
Quer ficar com a casa perfumada sem gastar 1 centavo? Jogue no fogo cascas secas de frutas cítricas, como limão e laranja.


ENFEITE BRILHANTE
As luzes decorativas de Natal não precisam mofar na caixa o resto do ano. Envolva uma garrafa de vidro com elas, começando pelo topo, e coloque na estante ou na mesinha de centro da sala.



LEMBRANÇA DE ANIVERSÁRIO COMESTÍVEL
Guarde as latinhas usadas de milho, ervilha e creme de leite durante o mês. Lave e seque bem. Unte o interior de cada uma delas com manteiga e despeje metade da massa de bolo de sua preferência. Pra tirar as bolhas de ar, bata o fundo do recipiente com jeitinho na bancada. Leve ao forno normalmente e escolha um papel de presente colorido para encapar o lado de fora.




JOGO AMERICANO DE ESPETINHOS
Que tal reaproveitar os espetinhos? Limpe 30 deles e deixe secar bem. Enfileire-os e prenda as extremidades com um barbante de sua cor favorita, fazendo um zigue-zague.




POTES E CESTOS FEITOS COM REVISTA
Separe folhas de uma revista velha e faça canudinhos. Enrole o primeiro canudinho como se fosse um caracol, apertando o máximo possível, para servir de base. Em torno dele, cole os outros canudinhos, deixando sempre um pedaço sobrando na parte de cima. Pare quando achar que o tamanho do pote está legal. Cubra a peça inteira com cola diluída em água.





Sabão Ecológico Caseiro




INGREDIENTES

·         2 litros de óleo de cozinha usado
·         800 ml de água quente
·         80 ml de amaciante de roupa
·         400 g de soda cáustica em escamas

MODO DE PREPARO

Primeiro, coe o óleo para retirar todos os restos de fritura. Com o máximo de cuidado, despeje a soda cáustica em um balde, usando luvas e máscara para não inalar o produto. A seguir, acrescente a água quente e mexa até a mistura se dissolver completamente. Aos poucos, junte o óleo, sem parar de mexer, e, depois, o amaciante. Por fim, vire o líquido em uma forma, espere endurecer e corte em pequenos tabletes. Use após dez dias.


FONTE: FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF).

QUASE TUDO SE RECICLA!

Saiba como dar um fim ecológico a pilhas, baterias, lâmpadas e outros materiais depois que eles perdem a sua utilidade. 



EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
DESCARTE COMUM 
Na lixeira mais próxima, gerando toneladas de lixo tóxico, já que eles contem metais pesados.

DESCARTE ECOLÓGICO 
Doar é uma ótima opção. Procure ONGs que aceitam computadores que recolhem e doam o que pode ser reaproveitado. E várias operadoras de celular reciclam aparelhos usados.


PILHAS E BATERIAS 



DESCARTE COMUM 
Na lixeira mais próxima, poluindo o meio ambiente com ácidos e materiais pesados que, juntos, se tornam ainda mais perigosos. 

DESCARTE ECOLÓGICO 
Confira na embalagem a destinação adequada do material após o vencimento de seu prazo de validade. E saiba: os fabricantes são obrigados a fornecer locais apropriados para seu recolhimento após o uso. 


LÂMPADAS FLUORESCENTES 



DESCARTE COMUM 
Na lixeira mais próxima, contaminado o solo, lagos, rios e mares com mercúrio.

DESCARTE ECOLÓGICO 
Vale pesquisar as empresas que possuem tecnologia para descontaminar e reciclar o produto.


ÓLEO DE COZINHA 



DESCARTE COMUM 
Vai para o ralo da pia, contaminando até 20 mil litros de água para cada 1 de óleo. 

DESCARTE ECOLÓGICO 
Se você não tiver tempo para fazer sabão ecológico caseiro, vá juntando o óleo usado em um recipiente e, depois, doe o material para entidades que reciclem. 



Esses deixam a gente na dúvida! 

Dói o coração, mas os materiais abaixo devem ser jogados no lixo orgânico mesmo, porque não dá para reciclar: 


· Fotografias. 

· Fitas e etiquetas adesivas. 

· Papel-carbono. 

· Papel encerado ou plastificado. 

· Papel de fax. 

· Papel vegetal. 

· Embalagens metalizadas de biscoitos e salgadinhos. 

· Plásticos usados na fabricação de telefones, computadores e eletrodomésticos. 

· Papel celofane. 


FONTE: FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF)

Contêineres perto de serem instalados

Demonstração do recolhimento

Em reunião hoje pela manhã dia 29 de fevereiro com o Projeto Profissão Catador, a Arquiteta Bárbara Vieira Nogueira, do Núcleo de Planejamento Urbano e Ambiental da Prefeitura de Cruz Alta, relatou como será feito o recolhimento nos contêineres que serão instalados no âmbito central do município. Segundo Bárbara, o processo de licitação da empresa que fará a manutenção e limpeza dos dispositivos já está em fase final, sendo que em 30 dias os contêineres já serão instalados. Outra licitação também está tramitando, a qual refere-se ao recolhimento do material reciclável que será depositado pela população nos contêineres amarelos e levados até as associações de catadores do município. As ações visam uma implantação gradual da coleta seletiva no município além do beneficiamento ambiental e econômico para as famílias que dependem do lixo como sustento. Está sendo preparada uma campanha para o uso dos contêineres juntamente com ações de conscientização da população.


Equipe do Profissão Catador com a Arq. Bárbara

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Produção de lixo cresce seis vezes mais do que população


Divulgado pela Abrelpe, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, referente a 2011, apontou que a produção de lixo no país cresceu seis vezes mais do que a população. E mais: a quantidade de resíduos com destinação inadequada aumentou quase dois milhões de toneladas, em relação a 2010.

Produzido anualmente pela Abrelpe - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil referente ao ano de 2011 não trouxe boas notícias aos brasileiros: o estudo mostrou que, no ano em que foi criada a PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, a produção e destinação final do lixo brasileiro sofreu retrocessos.

Segundo a pesquisa, o volume de RSU - Resíduos Sólidos Urbanos gerado em 2011 pela população é 6,8% superior ao registrado pelo Panorama em 2010. Foram quase 61 milhões de toneladas de lixo produzidos nos últimos doze meses e o aumento populacional no país não é desculpa para esse crescimento: o estudo mostrou que a geração de resíduos aumentou seis vezes mais do que a população em 2010, o que significa que, no último ano, cada brasileiro produziu, sozinho, uma média de 378 kg de lixo.

E as más notícias não param por aí: o Panorama concluiu, ainda, que a quantidade de RSU com destinação inadequada aumentou quase dois milhões de toneladas, com relação a 2010: foram 23 milhões de toneladas encaminhadas a lixões e aterros controlados - que, por não possuírem mecanismos adequados de disposição e armazenamento do lixo, contaminam o solo e a água - contra 21,7 milhões, em 2010.

A região que apresenta o pior índice de destinação inadequada é a centro-oeste, que encaminha mais de 71% do lixo que produz para lixões e aterros controlados. Em seguida aparece:
- Nordeste, com 66%;
- Norte, com 65%;
- Sul, com 30,3% e
- Sudeste, com 28%3, onde situa-se o Estado com menor percentual de destinação incorreta de lixo: São Paulo, que é, ainda, o que mais produz RSU no Brasil: são mais de 55 mil toneladas por dia. O Rio de Janeiro, que ocupa a segunda posição do ranking, produz cerca de 20 mil toneladas diárias de lixo.

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO Apesar das más notícias, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2011 também registrou alguns resultados positivos:
- o volume de lixo coletado pelos serviços públicos de limpeza do país cresceu 7,7%, com relação a 2010, e
- a quantidade de iniciativas de coleta seletiva também aumentou.

Atualmente, 57,6% dos municípios brasileiros possuem projetos de coleta seletiva, embora os percentuais regionais ainda sejam bastante desiguais: cerca de 80% das cidades do Sudeste possuem tais iniciativas, contra menos de 30%, no centro-oeste.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cruz Alta terá Recolhimento de Lixo Através de Containers

Está previsto a instalação de 130 containers para recolhimento do lixo no âmbito central de Cruz Alta. Dentro de 30 dias o município já deverá começar a receber os containers que serão instalados em pontos estratégicos da cidade, substituindo as atuais lixeiras que ficam abertas e não suportam a quantidade de resíduos depositadas . Da quantidade prevista, 60 serão da cor verde para lixo orgânico, 60 da cor amarela para lixo reciclável e 10 ficaram de reserva substituindo os que irão para reparos, manutenção e limpeza. Os containers são feitos de material metálico, diferentemente dos que algumas cidades adotam em plástico, a medida é para evitar a depredação e o vandalismo. Foi pensado junto a empresa fornecedora um mecanismo de acessibilidade com pedal que automaticamente abre a tampa superior possibilitando o depósito do lixo, tornando o recolhimento mais rápido, eficiente e limpo.
Em um encontro com representantes do Projeto Profissão Catador, projeto patrocinado pela Petrobrás e executado pela Universidade de Cruz Alta, o Núcleo Planejamento Urbano e Ambiental propôs uma parceria na qual o recolhimento do lixo reciclável seja feito pelos catadores e do orgânico continue sendo feito pela atual empresa responsável. Está sendo estudado um cronograma de recolhimento e a viabilidade deste ser feito pelos catadores das Associações sendo que ainda não se sabe qual a demanda e a quantidade de material reciclável que será acumulado diariamente.
Uma campanha de conscientização para a comunidade está sendo planejada, sendo que a população será responsável pelo lixo que produz e também pela sua correta destinação nos containers.

Participação no Fórum Social Temático de Porto Alegre


Em Porto Alegre entre os dias 24 e 29 de janeiro está acontecendo o Fórum Social Temático, o qual está abordando diversos temas, entre eles discussões sobre sustentabilidade. A convite do Programa Desenvolvimento e Cidadania da Petrobrás, a Professora da Unicruz, Enedina Teixeira coordenadora do Projeto Profissão Catador, está participando das atividades na capital gaúcha. No fórum a coordenadora do projeto espera divulgar as atividades do Profissão Catador executado pela Universidade de Cruz Alta e patrocinado pela Petrobrás.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cadeia Solidária Binacional do PET em Cruz Alta

O município poderá ser anunciado como pólo regional de reaproveitamento de garrafas PET. 

Esteve no último dia 04 de Janeiro, no Centro Administrativo de Porto Alegre, uma comitiva representando o projeto Profissão Catador/Universidade de Cruz Alta, o Corede Alto Jacuí e a Secretaria de Planejamento do Município em um encontro com a Diretora do Departamento de Incentivo e Fomento da Economia Solidária, Nelsa Fabian Nespolo. O encontro teve como objetivo a viabilização da instalação em Cruz Alta de um Pólo Regional de produção de “Flake” (flocos) de garrafa PET. Atualmente já estão concretizados três locais para instalação dos cinco Pólos previstos no estado, Novo Hamburgo, Santa Cruz e Jaguarão já foram contemplados, sendo que a expectativa é que o quarto Pólo seja confirmado para Cruz Alta. 



Entenda o Processo: 

As garrafas PET, utilizadas principalmente por indústrias de refrigerantes e sucos movimentam um mercado de 9 bilhões de unidades/ano. Desta quantidade 53% não está sendo reaproveitadas, o que representa 4,7 bilhões de unidades por ano desperdiçadas na natureza. 

Este grave problema ambiental fez surgir uma nova categoria, os catadores, que hoje são mais de 1 milhão em todo território nacional. No Rio Grande do Sul existem mais de 135 cooperativas e associações, 200 empreendimentos, 9 mil trabalhadores diretos e 45 mil trabalhadores indiretos recolhendo mais de mil toneladas de garrafas PET por mês. 

Para beneficiar essas famílias foi criada a cadeia binacional do PET, que tem como impulsor o Governo do Estado do RS, através da Secretaria da Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa. Esta cadeia solidária une dois países, Brasil e Uruguay e se desenvolve em 6 fases. 

1ª Fase: As garrafas PET são coletadas, recicladas e prensadas através das cooperativas e associações de catadores do município. Hoje o valor do Kg do PET varia entre R$ 0,80 e R$ 1,10. 



2ª Fase: Transformar o PET em flake, em centrais que serão instaladas nas cidades escolhidas. A máquina que fará o trabalho tem capacidade para 850 Kg/h, sendo necessário 2 pessoas para operá-la e de 4 a 6 pessoas para selecionar o material. 



3ª Fase: Transformação do flake em fibra sintética, que será feita pela Coopima, na cidade de San José no Uruguay, onde serão produzidos mil toneladas por mês. Para produzir 1Kg de fibra é necessário 1,480Kg de flake, e o valor comercial do Kg da fibra é de R$ 3,45 podendo chegar a R$ 19 no comércio. 



4ª Fase: A fibra vai do Uruguay para Minas Gerais, onde a Coopertêxtil fará o processo de fiação e tecelagem, transformando a fibra em tecido. 

5ª Fase: Será desenvolvida por cooperativas de costureiras do Rio Grande do Sul que confeccionaram roupas, calçados, sacolas, produtos de cama e mesa, entre outros. 

6ª Fase: O complemento são as campanhas de conscientização da comunidade e das empresas. 

A instalação do Pólo em Cruz Alta atenderia cidades como Ijuí, Passo Fundo e Santa Maria. A instalações se concretizaria da seguinte forma, o Governo do estado forneceria a máquina para a produção do flake, um caminhão, recursos para formação e capacitação dos profissionais e capital de giro e a prefeitura municipal doaria o local, ou seja um pavilhão para a instalação do pólo. 
No encontro estiveram presentes a Coordenadora do Projeto Profissão Catador, Enedina Teixeira, a Analista Financeira do Projeto Ana Lúcia Pinheiro, o Secretário do Corede Alto Jacuí, José Carlos Severo e a representante da SEPLAN, Josiane Pillar. Na volta, a equipe mostrou-se otimista com a possibilidade da instalação do pólo em Cruz Alta o que beneficiaria a economia juntamente com a questão sócio-ambiental de Cruz Alta e Região.