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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Reciclável X Não Reciclável


Quem costuma separar os materiais para a reciclagem está habituado a separar: metal, papel, vidro e plástico, além de reservar o conteúdo orgânico. Mas o que fazer com lâmpadas e remédios, por exemplo? Todos os resíduos precisam ser encaminhados corretamente para os locais de descarte: ensinamos quais eles são neste guia.

Dados divulgados em setembro de 2012 pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) apontam que 27 milhões de brasileiros, em 766 municípios, contam com a coleta seletiva. Se sua cidade ainda não tem o serviço, separe o lixo mesmo assim catadores de rua, cooperativas, associações de moradores e ONGs podem cuidar para que os resíduos sejam eliminados da forma certa. Uma prática que vigora desde agosto de 2010, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é a logística reversa: ela define que as empresas são responsáveis por recolher seus produtos após o descarte pelo consumidor. Isso significa que a mesma marca que vende um eletrônico deve recebê-lo de volta ou indicar o que fazer com ele. A regra vale para fabricantes de pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, eletrônicos e seus componentes. Abaixo, damos todos os detalhes para você fazer sua parte com consciência.

 
RECICLÁVEL X NÃO RECICLÁVEL

 
Para o processo de reciclagem acontecer, não é necessário lavar nada antes. No entanto, é higiênico retirar o excesso de resíduos do recipiente, principalmente se ele ficar armazenado por algum tempo. “Embalagens sujas de leite, açúcar ou doces podem atrair ratos e baratas. Por isso, sugerimos que as peças fiquem na pia durante a lavagem da louça”, indica Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea. “Mas nada de usar água limpa exclusivamente para isso!”, ela completa. Tem material que é fácil separar, mas há outros nada óbvios. Na dúvida, consulte esta lista.

 
METAL


Recicláveis:
folha de flandres (é o aço revestido de estanho das latas de óleo, sardinha, creme de leite etc.), latas de aerossol (verifique, antes, se estão vazias), latas de bebidas, papel-alumínio limpo, tampas de garrafa.

Lixo comum: clipes, esponjas de aço, grampos, tachinhas.

 
PAPEL


Recicláveis:
caixas de papelão, cartazes, cartolinas, embalagens longa vida, envelopes, jornais, papéis de escritório. Antes de dispensar livros e revistas, procure doá-los a bibliotecas ou escolas, ou leve-os a sebos.

Lixo comum: caixa de pizza com resíduos, celofane, extrato de banco, etiquetas adesivas, fotografias, guardanapo, notas fiscais, papel-carbono, papel de fax, papel higiênico, papéis plastificados, papel vegetal. 

 
PLÁSTICO


Recicláveis:
canos, copos, embalagens, frascos de produtos de limpeza e higiene pessoal, garrafas PET, potes, sacos, sacolas, tubos.

Lixo comum: cabos de panela, embalagens metalizadas de alimentos (como as de salgadinho), espuma sintética, fraldas descartáveis.
 
 
VIDRO


Inteiro ou em cacos, os produtos (recicláveis ou não) devem ser enrolados em jornal ou papelão para evitar acidentes.
Recicláveis: copos, garrafas, frascos em geral, potes alimentícios.

Lixo comum: boxe de banheiro, cerâmicas, cristais, espelhos, lâmpadas incandescentes, lentes de óculos, louças refratárias, porcelanas, vidros de janela.

  

E O QUE FAZER COM ESTES ITENS?

 

CELULARES


Antes de se desfazer do aparelho antigo, veja se há possibilidade de conserto ou, se ele estiver em boas condições de uso, guarde-o para emergências, como roubos e quebras de outros celulares. Mas, se doar o eletrônico para alguém ou tiver de jogar fora mesmo, tenha em mente duas questões: apagar as informações pessoais antes de passá-lo para a frente e fazer o descarte da maneira certa, já que esses equipamentos levam metais pesados em sua composição, especialmente na bateria.

Para a primeira tarefa, siga o procedimento descrito no manual do aparelho.

Como e onde descartar: por lei, as operadoras devem receber ou indicar locais que recolham os produtos. Além disso, os mesmos lugares que recebem pilhas e baterias também costumam aceitar celulares.
 

ISOPOR


O material é um tipo de plástico reciclável. No entanto, a coleta dele não é realizada em todas as cidades.

Como e onde descartar: as bandejinhas de isopor com restos de alimentos devem ir para o lixo comum. Na realidade, a melhor dica é evitar comprar produtos que venham nessas embalagens.

 
LÂMPADAS FLUORESCENTES

 
Não pertencem ao lixo comum porque contêm mercúrio, substância prejudicial à saúde que, quando liberada no meio ambiente, contamina o solo e os lençóis freáticos.

Como e onde descartar: contate o fabricante para se informar sobre oposto de coleta mais próximo de sua casa. Não é preciso embalar, pois as estações possuem nichos próprios para acomodar as peças.
 

LIXO ELETRÔNICO


Geladeiras, televisores, micro-ondas, computadores, itens de informática (como CDs e disquetes), impressoras, cartuchos de tinta… Como se livrar desses aparelhos e acessórios, que geralmente contêm metais pesados, como chumbo e cádmio?

Como e onde descartar: antes de passar adiante o computador, utilize um programa que limpe seus arquivos e impossibilite a recuperação de dados. Isso feito, procure primeiro, falar diretamente com o fabricante: empresas como a Dell, a HP e a Itautec recebem equipamentos antigos das próprias marcas. Mas, caso seu PC esteja em bom estado, você também pode doá-lo a programas de inclusão digital.
 
MEDICAMENTOS


As substâncias químicas dos remédios podem contaminar a água e o solo. Por isso, o destino deles passa longe de ser o lixo comum, a pia ou o vaso sanitário.

Como e onde descartar: deve-se procurar informações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Importante: sempre que possível, mantenha o remédio em sua caixa original para preservar os dados de fabricação e de validade.

 
MÓVEIS E OBJETOS FORA DE USO

 
Cortinas, roupas, mobiliário antigo -- já pensou em tentar repaginá-los? Caso a peça esteja em bom estado, outra possibilidade é oferecer a conhecidos ou a entidades sociais em seu bairro que aceitem doações, a exemplo do Exército da Salvação (RJ, SC e SP) e das Casas André Luiz (SP). Por fim, algumas companhias de seguro residencial, como a do banco Itaú, retiram gratuitamente móveis e eletrodomésticos na casa de seus clientes e encaminham para o descarte ecológico.

 
ÓLEO DE COZINHA


Nunca jogue-o pelo ralo ou no vaso sanitário: 1 litro polui até 25 mil litros de água, além de provocar o entupimento de canos.
 
Como e onde descartar: armazene os resíduos em um vasilhame com tampa. Se não houver coleta em sua cidade, jogue as embalagens, bem fechadas, no lixo comum.

 

PILHAS E BATERIAS


Mercúrio, cádmio, chumbo e zinco-manganês são algumas das substâncias presentes nesses itens. E fica a dica: baterias piratas para celular duram menos e podem conter até dez vezes mais mercúrio que os produtos de venda legal.

Como e onde descartar: diversas redes de supermercado e drogarias recolhem pilhas e baterias, e a Duracell disponibiliza em seu site uma lista de postos de coleta. Outra alternativa são as caixas coletoras do programa Papa-Pilhas nas agências do banco Santander, que recebem pilhas, baterias, celulares e eletrônicos portáteis. 
 

PNEUS


Nada de largá-los em ruas, terrenos baldios e muito menos no quintal, pois juntam água e viram criadouros de mosquitos da dengue.


Como e onde descartar: devolva ao fabricante ou revendedor quando trocar os pneus. As empresas têm a obrigação, por lei, de dar um destino adequado a esses resíduos.

  
RADIOGRAFIAS


As chapas de raio X têm prata em sua composição, que, quando reciclada corretamente, pode ser reutilizada na confecção de joias e objetos.

Como e onde descartar: o site eCycle indica postos de coleta de radiografias (e de outros materiais recicláveis) em todo o país.

 
SERINGAS, AGULHAS E LIXO HOSPITALAR


As seringas para aplicação de medicamentos, como as utilizadas com insulina por diabéticos, não devem ir para o lixo comum, já que existe risco de contaminação ao meio ambiente e de transmissão de doenças sanguíneas àqueles que manusearem o material.

Como e onde descartar: acondicione agulhas e seringas com tampa em uma garrafa plástica que possa ser fechada (como a de água sanitária). Quando encher o recipiente, leve-o a um posto de saúde. Fabricantes de instrumentos cirúrgicos também fornecem coletores específicos (a embalagem de papelão de 8 litros pode custar R$ 8,20).

 
TERMÔMETROS DE MERCÚRIO


Assim como as lâmpadas fluorescentes, podem causar danos quando quebrados. Na dúvida, escolha sempre um modelo digital.

Como e onde descartar: não há um procedimento oficial. A recomendação é depositar o item em sua embalagem plástica nos mesmos locais para descarte de pilhas e lâmpadas fluorescentes. Algumas farmácias e hospitais também recolhem o material.
 

COMO DESCARTAR ENTULHO DE OBRA?


Apesar de não apresentar grandes riscos de contaminação, esse tipo de resíduo pode atrair ratos e baratas, além de gerar acúmulo de água e, consequentemente, focos de dengue.

Como e onde descartar: os lixeiros recolhem até 50 kg de entulho por dia, embale o material em sacos bem resistentes. Acima disso, é necessário contratar uma caçamba licenciada. E não se esqueça de pedir uma via do registro do Controle de Transporte de Resíduo, que comprova que a entrega foi feita em locais apropriados.

 

Fonte: Planeta Sustentável

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Menino de dez anos cria empresa de reciclagem e doa lucro para crianças sem-teto


 
Além de ir à escola, o que você fazia durante seu tempo livre quando tinha dez anos? Enquanto a maioria das crianças desta idade ainda está se familiarizando com o mundo, o menino norte-americano Vanis Buckholz assumiu o compromisso de torná-lo um lugar melhor para se viver. Acredite: ele é presidente de uma empresa de reciclagem em sua cidade natal, Corona del Mar, na Califórnia, e o negócio está indo muito bem.

Há três anos, Vanis criou a My ReCycler* e se tornou um dos mais jovens eco-empreendedores do mundo, com apenas sete anos de idade! A ideia surgiu na escola, quando aprendeu sobre a importância de reciclar. Foi assim que ele percebeu o tanto de coisas que poderiam ser reutilizadas que iam parar no lixo todos os dias. Mas é claro que, para fazer a empresa dar certo, ele contou com muito apoio!

“Meus pais disseram que iriam me ajudar e que nós deveríamos começar primeiro em casa. Eu fiquei muito surpreso com a quantidade de coisas que nós jogávamos fora. Depois de um tempo, comecei a guardar recicláveis de parentes e vizinhos”, conta o menino no site da iniciativa. Não demorou muito e ele começou a fazer essa coleta para todos os amigos também.

Nessa época, Vanis circulava pela cidade de patinete, recolhendo lixo na praia, nas ruas e nos parques, para separá-los em casa. “Meus pais me ensinaram a nunca poluir, então recolher lixo era algo que sempre fizemos. Mas agora faz parte do negócio”, diz.

A quantidade de material reciclável aumentou rapidamente e Vanis trocou o patinete por uma bicicleta com um pequeno reboque acoplado. Ele conquistou tantos clientes que, hoje, já percorre a cidade na caçamba de uma pick-up!

Como se já não fosse surpreendente o bastante para um menino ambicioso, quando a empresa cresceu, decidiu doar 25% dos lucros para o Project Hope Alliance*, que apoia crianças e famílias sem-teto do Condado de Orange. Inspirador, não?

“É muito fácil não fazer nada. Mas é muito bom fazer alguma coisa! Sempre digo a meus clientes que ‘qualquer coisa ajuda’. Mesmo uma simples garrafa”, conclui.

Fonte: Superinteressante

 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Jardim Primavera recebe equipe do Projeto Profissão Catador.

Na tarde desta sexta feira, 09 de fevereiro, o Bairro Jardim Primavera recebeu integrantes do Projeto Profissão Catador que estiveram efetuando os primeiros cadastros no bairro para a abertura de uma nova associação que atenderá aquela região. O bairro é tradicionalmente conhecido pela grande concentração de catadores e o objetivo do projeto que é patrocinado pela Petrobrás é proporcionar a estes trabalhadores melhores condições de trabalho.






domingo, 27 de janeiro de 2013

Caminhão é apresentado à comunidade

Neste sábado, 26, a comunidade de Cruz Alta conheceu o caminhão do Projeto Profissão Catador patrocinado pela Petrobrás. O caminhão fará o transporte de materiais das associações de Cruz Alta diretamente à indústria. Esta é uma iniciativa inédita na região e Cruz Alta esta de parabéns pelo trabalho que a Universidade de Cruz Alta vem desenvolvendo.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

9 soluções para o lixo

Conheça as tecnologias que permitem transformar o que seria jogado fora em fonte de energia, combustível para carros e até de metais preciosos. São ideias que valem ouro.


por Priscilla Santos | Ilustrações: Samuel Rodrigues | revista Galileu

A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de lixo são produzidas em cidades do mundo todo. Essa quantidade ainda deve dobrar. De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), em 2025 o número chegará aos 2,2 bilhões, colocando-nos em uma espécie de crise global de lixo em que o principal vilão é a má gestão por parte dos governos.

No Brasil, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos determina que, até 2014, todos os lixões sejam extintos no país. “Acho a meta positiva, mas não acredito que será tão rápido”, afirma Jorge Hargrave, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou em outubro um mapeamento da gestão de resíduos. Os resultados mostram que, embora a quantidade de lixo levada para aterros sanitários tenha crescido 120% nos últimos anos, a maior parte ainda é despejada nos lixões e aterros controlados (entenda as diferenças ao lado), gerando de problemas de saúde pública e poluição atmosférica até questões de transporte. “Na Amazônia, alguns aeroportos fecham durante o dia, pois não há teto para decolagem e pouso, tamanha a quantidade de urubus atraídos por lixões”, afirma Luciano Basto, especialista em planejamento energético e professor de pós-graduação em engenharia na UFRJ. 

Mas o que é problema pode se tornar solução. “Temos a oportunidade de converter os resíduos em combustível, dinamizando a economia interna e gerando postos de trabalho”, diz Basto. Os projetos de aproveitamento do lixo para geração de eletricidade já têm seus representantes no Brasil. Mundo afora, soluções ultratecnológicas já são aplicadas. Transformar plástico usado em petróleo, usar cerveja vencida para acelerar a formação de gases e extrair ouro puro de celulares velhos são algumas das alternativas hi-tech que você conhece a seguir.


1) Aterro Hi-tech
Cerveja para as bactérias
Quando restos de comida, papel, folhas de árvore ou qualquer outro tipo de matéria orgânica vai para os aterros, com o tempo, se decompõem. Mas esse prazo pode ser mais longo do que se pensava. Um estudo da Universidade do Arizona encontrou bifes de 15 anos de idade intactos e jornais de 30 anos ainda legíveis. O que não é nada positivo quando a ideia é aproveitar o metano que resulta da decomposição.

Pensando nisso, a Waste Management, maior companhia americana de gestão de resíduos, investiu em um método que consiste em instalar um encanamento no solo dos aterros e fazer circular ar nas camadas superiores e um líquido que mistura cerveja e refrigerantes vencidos nas inferiores. O ar ajuda a degradar o material orgânico das superfícies e acelera a produção de metano abaixo. Com o processo, a geração de gás tornou-se quatro vezes mais rápida e os resíduos acumulados diminuíram em 35%, aumentando a vida útil do aterro.

A produção de energia a partir do lixo é um dos principais focos da companhia, que estimou que as 112 milhões de toneladas de resíduos que jogou fora em 2011 teriam gerado mais de US$ 40 bilhões se tivessem sido convertidas em eletricidade.


Crédito de Carbono
Dando o maior gás
Uma das maneiras mais básicas de se aproveitar o metano produzido em aterros é esperar o tempo natural para a maior parte dos detritos se decompor (20 anos) e, ao final do processo, recolher o gás e queimá-lo para geração de eletricidade. Pode não ser a forma mais eficiente — muitas vezes, a captura acontece quando o aterro se fecha —, mas ao menos se evita a dispersão de um gás com poder de efeito estufa 23 vezes maior do que o CO2. 

A técnica vem sendo aplicada em cerca de 35 aterros brasileiros. O pioneiro é o NovaGerar, de Nova Iguaçu (RJ), que iniciou um projeto nesses moldes em 2004 e se tornou o primeiro aterro do mundo a vender créditos de carbono — pelo Protocolo de Kyoto, quando se deixa de poluir em países em desenvolvimento, é possível comercializar esse “crédito” para países ricos. 

Depois, vieram projetos maiores, como os dos aterros São João e Bandeirantes, na cidade de São Paulo, que juntos respondiam por quase um quarto das emissões de gases de efeito estufa da capital. A captura do gás passou a gerar energia suficiente para o consumo de 800 mil pessoas. Os créditos de carbono do projeto foram negociados por R$ 140 milhões, metade ficou para as empresas privadas que bancaram o projeto e a outra metade para a prefeitura de São Paulo, que não teve custo nenhum e ainda fez bonito.

3) Biodigestão
Carro movido a lixo
Abastecer o carro com lixo não é mais coisa do filme De Volta para o Futuro, mas do presente. Em Estocolmo, na Suécia, metade da frota de ônibus municipal circula com combustível gerado a partir do lixo orgânico e esgoto. Essa poderia ser uma boa oportunidade por aqui. “O lixo brasileiro é de país subdesenvolvido, a maior parte é resto de comida”, afirma Luciano Basto. Do total dos resíduos gerados, 51% são matéria orgânica e apenas 1,6% passa pela compostagem para virar adubo.

A proposta é encaminhar essa montanha de lixo não para aterros, mas para biodigestores, usinas com enormes tanques cheios de bactérias famintas. “Os orgânicos são a dieta preferida delas, o que acelera o processo de decomposição dos resíduos e aumenta a produção de gás”, diz Basto.
Ao final de 18 dias, já se teria o biogás (mistura de metano, CO2 e água, entre outros componentes). Depois de tratado, o composto poderia atingir uma concentração de metano de até 99%, mais do que os 96% exigidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para ser usado como combustível para veículos. Assim, o produto poderia ser colocado diretamente no tanque de carros, além de substituir o diesel em frotas de caminhões e ônibus. “Vale mais a pena do que queimar o gás. No Brasil, a eletricidade gerada pelo lixo é cara se comparada às outras fontes que temos, mas o gás é barato frente ao diesel e à gasolina.”
4) Incineração/Gaseificação
Bota fogo
A Holanda é um país-exemplo no tratamento de resíduos sólidos. Recicla 80% deles e só joga 4% em aterros. Os outros 16% são queimados e geram eletricidade. “Quando se fala em grandes volumes de resíduo, a tecnologia mais madura é a incineração”, afirma o engenheiro mecânico e doutor pelo MIT Josmar Pagliuso. Nesse caso, se aproveita o calor da combustão para gerar vapor d'água que movimenta as turbinas de um gerador.

Apesar de difundida no Japão e em países como Suíça e Alemanha, a incineração gera polêmica por se acreditar que não seria possível controlar totalmente a emissão de dioxinas e furanos, componentes altamente tóxicos. Pagliuso argumenta que a quantidade dissipada é tão pequena que seria difícil encontrar um laboratório capaz de medi-la. "Eu não estaria desconfortável ao lado de um incinerador que funcionasse com tecnologias modernas”, diz. Isso quer dizer um processo de limpeza de alta capacidade. “Mas precisaria de tantos filtros que se inviabilizaria”, afirma Jorge Hargrave, do Ipea. Na Alemanha, as plantas de incineração custaram tanto que foi preciso passar a importar lixo da Itália para fazer o investimento valer.

Uma alternativa que vem se desenvolvendo é a gaseificação do lixo que gera gases como monóxido de carbono e hidrogênio, de poder combustível. Aí sim, eles são queimados para gerar eletricidade. “O aproveitamento de energia sobe de 25% a 40% em relação à incineração. E você filtra o gás antes de queimar”, diz Pagliuso. Assim, as emissões finais praticamente não requerem tratamento. “É um processo mais complicado, porém mais limpo.”

5) Fábrica de Petróleo
Caminho de volta
Para se fabricar plástico, primeiro se extrai petróleo, sua principal matéria-prima. A Agilyx, empresa sediada em Oregon, nos EUA, levou essa lógica ao revés e está tirando petróleo de plástico — evitando as operações complexas e poluentes para se conseguir o material fóssil em alto- mar. No processo, todo tipo de plástico — inclusive o que estiver sujo, contaminado ou engordurado — é aquecido até a forma gasosa, depois passa para um sistema central de condensação. Dali, já sai o óleo cru, como é chamado o petróleo bruto. A usina tem capacidade de converter 10 toneladas de plástico em 2.400 galões de petróleo a cada dia. E não concorre com a reciclagem, uma vez que só utiliza material que iria parar de qualquer maneira no aterro por ser difícil de ser reaproveitado.


6) Usina de açúcar
Perfume no ar
A ideia de fazer produtos cheirosos com insumos que vêm do lixo não parece boa. Mas é uma das sugestões da startup americana Renmatix. A empresa transforma sobras de madeira em um tipo de açúcar que pode substituir o petróleo na fabricação de combustíveis, plásticos e embalagens, ou químicos de alto valor agregado, como os usados em perfumes. A companhia usa água em alta pressão e temperatura para dissolver a celulose presente em materiais orgânicos. O açúcar que resulta do processo pode ser fermentado para produzir etanol e outros químicos. Recentemente a empresa recebeu um investimento de US$ 75 milhões para testar a técnica com resíduos urbanos, como papel, papelão e entulhos. Se funcionar, pela primeira vez teremos cheiro bom vindo do lixo. A ideia de fazer produtos cheirosos com insumos que vêm do lixo não parece boa. Mas é uma das sugestões da startup americana Renmatix. A empresa transforma sobras de madeira em um tipo de açúcar que pode substituir o petróleo na fabricação de combustíveis, plásticos e embalagens, ou químicos de alto valor agregado, como os usados em perfumes. A companhia usa água em alta pressão e temperatura para dissolver a celulose presente em materiais orgânicos. O açúcar que resulta do processo pode ser fermentado para produzir etanol e outros químicos. Recentemente a empresa recebeu um investimento de US$ 75 milhões para testar a técnica com resíduos urbanos, como papel, papelão e entulhos. Se funcionar, pela primeira vez teremos cheiro bom vindo do lixo.

7) Plasma
Digno de estrelas
Lixo hospitalar, metais pesados e outros contaminantes podem virar pó — ou melhor, grãos —, embalados em vidros e usados na fabricação de asfalto, não oferecendo mais riscos à saúde e meio ambiente. Essa seria a grande vantagem da tecnologia de plasma, já aplicada em plantas das Forças Aéreas americanas, além de aterros que recebem lixo urbano nos EUA, França e Japão. 

O plasma — espécie de gás carregado de eletricidade considerado o quarto estado da matéria, que compõe as estrelas — é usado para degradar materiais que resistem a uma primeira etapa de gaseificação. A temperatura no tanque onde ficam as tochas com plasma chega aos 9.000 ºC. “Vale a pena para lixo tóxico e em pequenas quantidades porque o processo demanda muita energia elétrica”, afirma Pagliuso. Mesmo gerando eletricidade, ela não seria suficiente para dar conta do funcionamento da máquina.


8) Reciclagem
Olha eu aqui de novo
A planta da Closed Loop, em Dagenham, Inglaterra, é um dos exemplos de como o processo de reciclagem vem evoluindo. Especializada em garrafas PET e HDPE (plástico usado em embalagens de leite, no país), a usina tem leitores óticos para separar as garrafas por composição e cor. As embalagens de HDPE coloridas são, em geral, usadas em produtos de limpeza e precisam ser tiradas do processo — já que a Closed Loop irá usar o plástico reciclado para fabricar novas garrafas para alimentos. Por isso, após lavado e picotado em grânulos, o PET têm sua superfície removida e o que sobra ainda é esterilizado. Já o HDPE é aquecido até derreter, eliminando qualquer contaminante. O material é aprovado por órgãos de regulamentação de saúde americanos e europeus para embalar alimentos.

9) Mineração urbana 
Vale ouro
De cada tonelada de minério é possivel tirar 8 gramas de ouro. Da mesma quantidade de sucata eletrônica, se extraem 100 gramas do metal. E a preciosidade encontrada no lixo eletrônico — que tem boa parte enviada para a China e países da África, onde contaminam o solo e as águas com metais pesados — não se resume a essa joia. 

Celulares, baterias e laptops também contêm outros minerais valiosos — como prata e cobre. Eles vêm sendo garimpados e reutilizados em uma técnica conhecida como mineração urbana. 
Um dos líderes desse filão é a mineradora sueca Boliden. Cerca de dois terços de toda sua extração de ouro vêm da reciclagem. Recentemente, a empresa expandiu a capacidade de sua usina de separação de metais para 120 mil toneladas por ano. 

A cadeia começa lá atrás: os aparelhos usados são recolhidos e enviados para a indústria de reciclagem, que separa os componentes em plásticos, vidros e metais. A Boliden recebe, então, o chamado e-scrap (sucata eletrônica), composto por placas-mãe de computadores, por exemplo. O material é fundido e refinado para extração de ouro, prata e cobre. O processo pode se repetir continuamente, já que os metais nunca perdem a qualidade. Com uma mina dessas à vista, muitos países podem passar a manter sua sucata eletrônica bem longe das fronteiras.



Caminhão será apresentado à comunidade


Hoje acontecerá a apresentação oficial do caminhão recebido pelo Projeto Profissao Catador da Unicruz. A partir das 19h a comunidade terá a oportunidade de conhecer e ver esta importante conquista para o município, proporcionada pelo Programa de Desenvolvimento e Cidadania da Petrobrás, patrocinadora do Projeto. O caminhão que foi comprado no valor de 170 mil reais atenderá as famílias de catadores de Cruz Alta e região e fará a venda de materiais recicláveis diretamente à indústria, potencializando a renda de quem depende da catação como meio de sobrevivência.

O caminhão sairá da Unicruz Centro a partir das 19h, em caravana com o caminhão da coleta seletiva do município e veículo da Universidade levando o Super Seletivo, mascote da Coleta Seletiva Solidária da Unicruz e do Município.